Vim pra Bauru. Aniversário e dia dos pais. Está sendo legal.
Já disse que estou tentando ser uma pessoa melhor? Pois é, estou. É, está sendo legal e muito válido. Quando se olha as coisas por outro ângulo, tudo muda.
Aquele sentimento de que tudo a minha volta pode se acabar em questão de segundos, me persegue e faz com que eu dê mais valor. Sei lá, é estranho pensar nisso e não sei explicar isso.. E confesso que tenho a impressão de que sou o único a ver as coisas desse jeito.
Ás vezes me olho no espelho e me sinto como morto. É estranho. Como que se tudo o que eu vivi até agora, pudesse se acabar quando minha vida chegar ao fim.
Que vidinha sem graça essa.
É, isso não é legal.
Estou dando um tempo com as coisas que me perturbam, inclusive amigos que me aborrecem, me cobram ou me chateiam. Na verdade, venho percebendo que não tenho tanta importância assim na vida deles. Pena. Fodam-se.
Minhas noites de insônia voltaram. De um lado me vem a depressão pelas madrugadas e despenco a chorar olhando um quadro/retrato que tenho pendurado na parede do meu quarto, o que me faz pior quando percebo o que eu era e o que me tornei.
Parece clichê, mas não é. Por outro lado, aproveito para devorar livros e escrever um pouco.
Confesso que a leitura me influencia na escrita.
O que vêm me incomodando ultimamente, é o fato de me achar sentimental demais.
Choro vendo novela (o que faz me sentir ridículo), mas estou me sentindo assim.
Minha cabeça pensa milhões de coisas seguidas umas das outras. Me faz ficar louco e cada vez mais, mais sentimental.
Além de tudo isso, ainda tento convencer o mundo de que não sou um EMO. É mole?
Li num livro que minha geração é confusa, que não sabe o que quer da vida e que vive em conflitos internos e crises existenciais. E que alguns percebem quando estão saindo da fase criança e entrando na fase adulta.
Isso ainda (acho)não aconteceu comigo. Não sei se é porque sou desligado ou se sou mesmo um adulto retardado que, aos 28 anos ainda age como um adolescente que não entende e não quer e mesmo se quisesse não consegue passar para essa fase que me parece tão chata.
É, isso sim é um clichê. E parece que estou ficando especialista nisso. Só não sei se é uma coisa boa, pois tenho a impressão de que viver em clichês não é legal.
O fato é que me sinto despreparado para tudo a que se refere à fase adulta.
Tudo isso me deixa muito triste, ansioso, e m faz cada vez mais querer voltar pro meu mundinho, pra sempre, sem volta.
Só quero ser feliz (ta aí, outro daqueles clichês). E pelo o que me lembro, só fui feliz na minha infância.
E tento acreditar que um dia, quem sabe, sentirei isso de novo. Só não sei em que fase da vida eu vou estar. Velhice?
Ta certo que sempre tenho momentos de felicidade, mas elas vêm em parcelas, pequenas porções, doses únicas. E pelo o que me parece, doses parceladas não são iguais à felicidade completa, assim esquecemos facilmente.
Tento listar as vezes, e lembrar dessas porções. Me decepciono quando vejo que na maioria das vezes, minhas doses, estão ligadas a tudo o que não envolve o ser humano. Que na maioria das vezes estão relacionados a animais, plantas, tudo o que não fala.
Até comigo me sinto infeliz. E esse é o outro problema de minha geração. A auto-estima. Li num livro isso também, e me faz todo o sentido.
Ás vezes penso no que eu era, no que sou e no que posso me tornar. De verdade? Me assusta. Não me agrada ,e tento e tento e tento voltar a me fechar naquele meu mundinho de novo. Claro que não consigo, com minha cabeça pensando mais milhões de coisas outra vez.
O fato é que, não quero e tenho medo de acabar me acostumando com essa falta de interesse na minha própria vida e me tornar um frustrado e me acostumando a ter uma vida idiota pra sempre, até realmente morrer. Que horror.
Só espero que essa fase passe e que, algum dia eu possa rir de tudo isso que estou passando e que eu ache tudo ridículo e muito besta, pois por enquanto, não estou achando.
Não acho graça nenhuma.
* Estou tentando parar de roer unhas também,
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